Nublado
24°NubladoSete Lagoas, BR
Publicidade
Outros

Câmara de Sete Lagoas homenageia Guarda União do Rosário e reforça valorização da cultura congadeira

Sessão Solene proposta pelo vereador Caio Valace reconheceu quase 60 anos de dedicação da Guarda União do Rosário à preservação do Congado, da fé e da cultura afro-brasileira em Sete Lagoas.

A Câmara Municipal de Sete Lagoas realizou uma emocionante Sessão Solene em homenagem à Guarda União do Rosário, tradicional grupo congadeiro do Bairro Santo Antônio que há quase seis décadas mantém viva a fé, a ancestralidade e as tradições afro-brasileiras no município. A solenidade aconteceu na noite da última terça-feira e foi proposta pelo vereador Caio Valace, por meio da entrega de Moções de Congratulação aos integrantes da instituição.

A homenagem reconheceu a importante contribuição da Guarda para a preservação do Congado, uma das mais relevantes manifestações culturais e religiosas de Minas Gerais, que atravessa gerações fortalecendo a identidade cultural do povo sete-lagoano.

Durante a cerimônia, o vereador Caio Valace destacou a importância de valorizar aqueles que dedicam suas vidas à manutenção das tradições populares.

“Hoje celebramos uma guarda que mantém viva a nossa ancestralidade, a nossa espiritualidade e a nossa cultura popular há muitos anos. É fundamental dar cada vez mais visibilidade a essa expressão tão rica da identidade do nosso povo. É uma alegria poder compartilhar esse momento com a comunidade e reconhecer a importância dessa história para Sete Lagoas”, afirmou.

Cultura, resistência e reconhecimento

A presença da Guarda União do Rosário no plenário da Câmara também simbolizou o reconhecimento de uma trajetória marcada pela resistência e pela valorização da cultura afro-brasileira.

O presidente da Guarda, Guilherme Henrique Santos Oliveira, ressaltou que a homenagem representa não apenas o grupo, mas todas as guardas de Congo da cidade.

“Estar nesta Casa é uma forma de honrar nossos ancestrais e reafirmar a luta de quem manteve viva essa tradição ao longo dos anos. O Congado carrega em sua essência a resistência e a preservação da memória do nosso povo”, destacou.

O primeiro capitão da Guarda, Evandro Aparecido dos Santos Oliveira, também comemorou a iniciativa.

“É muito importante que a cultura popular ocupe os espaços públicos e institucionais. Essa homenagem fortalece o Congado e abre caminhos para que outras guardas também tenham sua história reconhecida”, afirmou.

Uma história construída pela fé e pela comunidade

Fundada em 1967, a Guarda União do Rosário nasceu da mobilização de moradores e lideranças tradicionais da comunidade. Sua criação aconteceu na residência de Geraldo Gomes dos Santos, o saudoso Seu Lidó, figura que se tornou uma das maiores referências da instituição.

Ao longo dos anos, a Guarda consolidou-se como um dos mais importantes grupos congadeiros da região, promovendo anualmente sua tradicional festa no segundo final de semana de outubro, quando realiza o hasteamento das bandeiras de seus patronos e reúne centenas de fiéis e devotos.

Atualmente, a sede provisória da instituição funciona na antiga residência de Seu Lidó, preservando a memória e a ligação histórica com suas origens.

Renovação da tradição em 2026

O ano de 2026 marca um novo capítulo na história da Guarda União do Rosário. Após o falecimento da histórica Rainha Conga Dona Eugênia de Jesus, ocorrido em 2025, a tradição foi mantida com a coroação de sua filha, Vanessa dos Santos Oliveira, que assumiu oficialmente o reinado.

A sucessão reafirma um dos princípios mais importantes do Congado: a continuidade da tradição, da fé e da ancestralidade, transmitidas de geração em geração.

Homenagem aos guardiões da tradição

Durante a Sessão Solene, foram homenageados os membros que atualmente conduzem e fortalecem a Guarda União do Rosário, preservando um patrimônio cultural que faz parte da história de Sete Lagoas.

A cerimônia reafirmou o compromisso do mandato do vereador Caio Valace com a valorização da cultura popular, das manifestações tradicionais e da memória dos povos que ajudaram a construir a identidade do município.

“A cultura é um patrimônio vivo. Valorizar o Congado é reconhecer a história, a fé e a contribuição de homens e mulheres que mantêm viva uma das mais importantes expressões culturais do nosso povo”, concluiu o vereador.