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CPI da Chapecoense ouve representantes de Tokio Marine e AON na quarta

A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que acompanha a situação das vítimas e de familiares das vítimas do acidente da Chapecoense deve se reuni...

23/06/2022 às 16h55
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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Izalci Lucas e Jorginho Mello são, respectivamente, relator e presidente dessa comissão parlamentar de inquérito (CPI) - Edilson Rodrigues/Agência Senado
Izalci Lucas e Jorginho Mello são, respectivamente, relator e presidente dessa comissão parlamentar de inquérito (CPI) - Edilson Rodrigues/Agência Senado

A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que acompanha a situação das vítimas e de familiares das vítimas do acidente da Chapecoense deve se reunir na quarta-feira (29), às 14h. O objetivo da reunião — que será semipresencial — é ouvir os depoimentos de Brad Irick, que é Chief Executive Officer (CEO) da seguradora Tokio Marine Kiln, e de Simon Kaye, corretor da seguradora AON. As oitivas estavam originalmente previstas para o dia 22, mas acabaram sendo adiadas devido ao não comparecimento dos depoentes.

A AON será representada pela primeira vez na comissão. O corretor Simon Kaye foi convocado em requerimento dos senadores Jorge Kajuru (Podemos-GO), Esperidião Amim (PP-SC) e Leila Barros (PDT-DF). No documento, os parlamentares citam os e-mails trocados entre Simon Kaye e Loredana Albacete, proprietária da LaMia, extinta companhia aérea da Bolívia que teve sua autorização de operação suspensa. O conteúdo das mensagens, segundo os senadores, tratava da redução de US$ 300 milhões para US$ 25 milhões das apólices pagas em caso de acidentes aéreos.

Representantes da Tokio Marine já foram ouvidos anteriormente pela comissão, como foi o caso em fevereiro deste ano, quando o presidente dessa seguradora no Brasil, José Adalberto Ferrara, depôs. Ele afirmou que a representante brasileira da empresa não teve ligação com o contrato assinado entre a LaMia e a Tokio Marine britânica.

O acidente aéreo com o avião da empresa boliviana LaMia, no ano de 2016, foi responsável pela morte de 71 pessoas, entre jogadores, dirigentes e funcionários da Chapecoense, além de jornalistas e da tripulação. Apenas seis pessoas sobreviveram ao acidente, causado pela queda da aeronave devido à falta de combustível.

A CPI foi instaurada em dezembro de 2019 e é responsável por investigar, entre outros fatores, os motivos pelos quais familiares das vítimas do acidente ainda não receberam indenizações. Ambas as empresas estão relacionadas com o contrato de seguros fechado com a LaMia, porém apenas representantes da Tokio Marine já foram ouvidos pela comissão.

Vinícius Vicente, sob supervisão de Patrícia Oliveira 

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